
Oficina de Cordas
Fundada em 1992 pelo professor, violinista e pesquisador de rabecas José Eduardo Gramani, do Departamento de Música da Unicamp, a Oficina de Cordas nasceu como um espaço de encontro, formação e experimentação artística.
Desde sua origem, o projeto reúne jovens instrumentistas profissionais de cordas friccionadas e músicos experientes em torno de uma proposta que articula excelência artística, rigor técnico e aprofundamento interpretativo. Mais do que formar uma orquestra dedicada ao repertório tradicional para cordas, a Oficina estruturou-se como um verdadeiro laboratório de performance musical.
A ideia de “oficina”, presente em sua própria identidade, traduz uma metodologia baseada no trabalho coletivo e contínuo: exercícios técnicos sistemáticos, investigação das particularidades estilísticas de cada repertório e busca permanente por coesão, expressividade e identidade sonora própria.
Ao longo de sua trajetória, o grupo contou com a direção artística de Shinobu Saito, do contrabaixista Tibô Delor, do violoncelista Lars Hoefs, do maestro Bruno Borralhinho e, mais recentemente, do maestro Alexandre Cruz. A diversidade de experiências e perspectivas artísticas contribuiu para a renovação permanente da identidade musical da Oficina.
A Oficina integrou projetos e programações de instituições como SESC e SESI, ampliando sua circulação e o contato com diferentes públicos. Sua trajetória também alcançou a televisão, com participação no programa Ensaio, da TV Cultura.
Em diferentes momentos de sua história, a Oficina foi contemplada por programas de incentivo à cultura, entre eles o Fundo de Investimentos Culturais de Campinas (FICC) e o ProAC. Esses recursos contribuíram para a realização de gravações, concertos e projetos de circulação artística.
Em 2023, os integrantes fundaram o Instituto Oficina, organização responsável pela gestão da nova fase da Oficina de Cordas e pelo desenvolvimento de novos projetos culturais. Entre suas iniciativas estão a recriação da Orquestra Filarmônica Jovem de Campinas e a formação do Quarteto Cordis, ampliando a atuação do grupo nos campos da formação, produção e difusão musical.
Ao longo de mais de três décadas de atuação, a Oficina de Cordas construiu uma trajetória marcada pela excelência artística, pela valorização da música brasileira e pelo compromisso permanente com a formação e a inovação.
Reconhecida por sua atuação no repertório para orquestra de cordas, a Oficina consolidou um legado que conecta memória, criação e formação de novas gerações de instrumentistas.
Sua produção artística reúne cinco álbuns gravados, entre eles Para Cordas Brasileiras e Concerto à Brasileira, além de uma ampla trajetória de circulação por cidades dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Em 2017, essa atuação alcançou projeção internacional com uma turnê em Munique, na Alemanha.
A experimentação de linguagens também ocupa um lugar central nessa história. Entre seus projetos está a criação de um concerto interativo de As Quatro Estações, de Antonio Vivaldi, no qual música, poesia e recursos audiovisuais se articulam para
criar novas formas de experiência e aproximação com o público.
A Oficina também promoveu masterclasses com músicos internacionais, fortalecendo o intercâmbio artístico e a circulação de conhecimentos, além de concertos didáticos e projetos de prática orquestral.
Hoje, esse legado se projeta para o futuro por meio da atuação do Instituto Oficina, da Orquestra Filarmônica Jovem de Campinas e do Quarteto Cordis, além de novos projetos com a Oficina de Cordas. Ao conectar uma trajetória artística consolidada a novas iniciativas de formação e difusão cultural, a Oficina reafirma seu compromisso com a excelência, a renovação da prática orquestral e a presença da música brasileira na vida cultural contemporânea.
A produção musical da Oficina de Cordas ultrapassa seus concertos e discografia própria e inclui colaborações, registros audiovisuais e projetos especiais.
Em 2005, o grupo participou da gravação do álbum Tempo da Delicadeza, da cantora Consiglia Latorre, acompanhando posteriormente sua turnê de lançamento pelo Estado de São Paulo. No mesmo ano, a Oficina participou do programa Ensaio, da TV Cultura, deixando um importante registro audiovisual de sua atuação.
Ao longo de sua trajetória, o grupo também reuniu registros de concertos ao vivo, apresentações institucionais e projetos de circulação, entre eles a montagem de As Quatro Estações, de Antonio Vivaldi, e a nova circulação do projeto Concerto à Brasileira, realizada em 2024.